[Vida Pessoal] Sobre Persistir

/ fevereiro 17, 2018

“Deve ser a pressa de viver tudo que quero ao mesmo tempo, sofro novamente, no mesmo choro olho pra mim. Como será que pode, meu Deus, eu ser assim... Pra onde vou? De onde eu vim? Quero aprender a descansar em ti” Música Incerto - Itagon

Eu sempre soube que não poderia fazer tudo na minha vida sem demora. Sempre soube que a vida poder ser dura, difícil e que mesmo assim muitas pessoas não entenderam a jornada atual da minha vida, por isso estariam cheia de julgamentos para fazer. No entanto, não imaginei que poderia demorar tanto.




E onde será que conseguimos força para continuar tentando? Eu sinceramente não sei. A única coisa que sei, é que mesmo depois de constantes nãos eu continuo atrás do sim, e estou escrevendo este texto por uma convicção forte que me motiva a dizer o mesmo para você. O ano começou, e eu ainda não acordei. Sinto falta das minhas férias porque estava super feliz ficando em casa todos os dias e exercendo apenas atividades que me deixavam satisfeita comigo mesma. (exceto as domésticas. Né?)

“Eu quero ter asas pra chegar ao teu colo e me deitar, saber o quão perfeito És, tão somente te sentir, saber que estás aqui, ser mais apaixonado por ti. Não me deixa como estou, incompleto e sem cor, sem o seu amor, sem o seu amor... Eu não sou ninguém” Música Asas - Itagon

Mesmo assim eu devo confessar que sempre uso essas atividades para fugir de mim mesma, das minhas dificuldades e esconder das adversidades do dia a dia. O que poderia ser mais fácil do que isso? O clichê de mandar as pessoas enfrentar o que deve ser enfrentando não está nas minhas mãos, fique tranquilo, porque também estou descobrindo o que fazer, bolando estratégias e tentando não desistir no meio do caminho. Então, pelo menos posso te convidar a não fazer como eu fiz.



Eu não sei você, mas eu acredito que minha vida tem um propósito e que Deus está comigo (não, você não é obrigado a pensar da mesma forma), por isso continuo insistindo em um sonho antigo – que diga-se de passagem custa muito caro – e não me diga que não estou me esforçando o suficiente, seria cruel porque não é verdade.  Por causa dessa segunda convicção consigo me fazer voltar aos meus deveres, apesar de precisar de um empurrãozinho muitas vezes, afinal ninguém é perfeito.

Preciso me localizar neste mundo perdido, onde aliança empoeirada prevalece Onde o amor escorre perante a dor solfejas a direção me livra de mim, me leva daqui, orvalho de paz regou meu coração” Música Nu vindo - Itagon

Persistir é sobre um caminho árduo, e vai saber se no final dele há uma recompensa maravilhosa, eu acredito muito que sim.  No entanto, muitas vezes nós esforçamos em um sonho, ou nós esforçamos em um relacionamento, até mesmo em um emprego difícil e no final temos apenas decepções. Por isso, creio que persistir não é – principalmente – sobre o final, é sobre o caminho que se percorre até chegar ao final. Vem comigo?

Beijos da Yana,
Nem pense em não persistir

P.S.: Itagon é uma banda maravilhosa, tire um tempo para ouvir!



“Deve ser a pressa de viver tudo que quero ao mesmo tempo, sofro novamente, no mesmo choro olho pra mim. Como será que pode, meu Deus, eu ser assim... Pra onde vou? De onde eu vim? Quero aprender a descansar em ti” Música Incerto - Itagon

Eu sempre soube que não poderia fazer tudo na minha vida sem demora. Sempre soube que a vida poder ser dura, difícil e que mesmo assim muitas pessoas não entenderam a jornada atual da minha vida, por isso estariam cheia de julgamentos para fazer. No entanto, não imaginei que poderia demorar tanto.




E onde será que conseguimos força para continuar tentando? Eu sinceramente não sei. A única coisa que sei, é que mesmo depois de constantes nãos eu continuo atrás do sim, e estou escrevendo este texto por uma convicção forte que me motiva a dizer o mesmo para você. O ano começou, e eu ainda não acordei. Sinto falta das minhas férias porque estava super feliz ficando em casa todos os dias e exercendo apenas atividades que me deixavam satisfeita comigo mesma. (exceto as domésticas. Né?)

“Eu quero ter asas pra chegar ao teu colo e me deitar, saber o quão perfeito És, tão somente te sentir, saber que estás aqui, ser mais apaixonado por ti. Não me deixa como estou, incompleto e sem cor, sem o seu amor, sem o seu amor... Eu não sou ninguém” Música Asas - Itagon

Mesmo assim eu devo confessar que sempre uso essas atividades para fugir de mim mesma, das minhas dificuldades e esconder das adversidades do dia a dia. O que poderia ser mais fácil do que isso? O clichê de mandar as pessoas enfrentar o que deve ser enfrentando não está nas minhas mãos, fique tranquilo, porque também estou descobrindo o que fazer, bolando estratégias e tentando não desistir no meio do caminho. Então, pelo menos posso te convidar a não fazer como eu fiz.



Eu não sei você, mas eu acredito que minha vida tem um propósito e que Deus está comigo (não, você não é obrigado a pensar da mesma forma), por isso continuo insistindo em um sonho antigo – que diga-se de passagem custa muito caro – e não me diga que não estou me esforçando o suficiente, seria cruel porque não é verdade.  Por causa dessa segunda convicção consigo me fazer voltar aos meus deveres, apesar de precisar de um empurrãozinho muitas vezes, afinal ninguém é perfeito.

Preciso me localizar neste mundo perdido, onde aliança empoeirada prevalece Onde o amor escorre perante a dor solfejas a direção me livra de mim, me leva daqui, orvalho de paz regou meu coração” Música Nu vindo - Itagon

Persistir é sobre um caminho árduo, e vai saber se no final dele há uma recompensa maravilhosa, eu acredito muito que sim.  No entanto, muitas vezes nós esforçamos em um sonho, ou nós esforçamos em um relacionamento, até mesmo em um emprego difícil e no final temos apenas decepções. Por isso, creio que persistir não é – principalmente – sobre o final, é sobre o caminho que se percorre até chegar ao final. Vem comigo?

Beijos da Yana,
Nem pense em não persistir

P.S.: Itagon é uma banda maravilhosa, tire um tempo para ouvir!


Continue Reading
Josh Malerman
Editora Intrínseca, 2015, 272 páginas. SKOOB

As crianças nunca viram o mundo exterior da casa. nem pelas janelas. e malorie não o vê há mais de quatro anos.
Caixa de Pássaros se passa em um mundo apocalíptico, onde as pessoas tem surtos, machucam quem está por perto e a si mesmo até a morte.

Logo no início dessa epidemia, ninguém sabe o motivo. Porém com o desenrolar do livro, se descobre que são criaturas que ao serem vistas provocam o caos no cérebro humano.

Nesse cenário, Malorie tem que lutar pela própria sobrevivência e também pela de seus filhos.

Josh Malerman

Como pode esperar que seus filhos sonhem em chegar as estrelas se não podem erguer a cabeça e olhar para elas.
O livro é escrito no estilo flashback intercalando o presente e o passado de Malorie. Aos poucos vamos descobrindo como tudo começou, se desenvolveu e chegou ao ponto insustentável que é descrito durante a maior parte do livro.

Também vemos Malorie buscando ajuda e proteção, o que acontece quando ela conhece Tom e seus amigos, que mantem uma casa que é uma espécie de bunker com estoque de alimento e capacidade para acolher pessoas durante um tempo indeterminado.

A partir daí somos levados a conhecer o medo dos personagens, além da preocupação e a busca para descobrir uma cura para a epidemia que dominou o mundo. Além de um toque de traição...

Josh Malerman

Não importa quais ferramentas leve, não importa qual objeto da casa seja usado como arma, ela sabe que as vendas são a maior proteção para ela e os filhos.
Apesar de ler muitas resenhas criticando o final do livro, eu particularmente gostei bastante. A obra toda me encantou tanto que mesmo o final altamente criticado me agradou.

O sucesso do livro foi tão grande que vai virar filme, produzido pela Netflix e estrelado por Sandra Bullock medo dela estragar minha Malorie e ainda não tem data de lançamento, mas o autor já postou várias fotos das filmagens em seu Instagram. #Ansiosa por esse lançamento!



Publicação independente, 2015, 358 páginas, SKOOB
“Os anos haviam passado... e as lembranças eram apenas flashes remotos em minha mente. Algumas vezes muito vívidas e outras apenas lembranças passageiras de um bom tempo. Às vezes eu acordava sonhando e sorria com as lembranças.”


Esse livro nos conta a história de Elisabeth (Lizzy) e Justin, um casal de idosos que se conhecem- e se amam- desde a infância. No início era amor de amigos, mas o tempo foi passando e a cumplicidade contribuiu para que esse sentimento fosse mudando e se moldando aos poucos.


Em 1985, a pequena Lizzie Marbrook se mudou com a família para Chilton-Carolina do Sul, com apenas 5 anos de idade. O livro começa com a pequena Lizzy, assim que se estabeleceu em sua nova casa, chorando de fome na varanda de casa, enquanto espera que sua mãe volte logo com a comida que fora comprar e ao mesmo tempo torce para que seu pai, que dormia alcoolizado no sofá, não acordasse. Foi nesse momento de solidão e medo que ela conheceu seu novo vizinho, o menino Justin Stone.

“ - Menina, por que chora? – Eu não soube muito bem o que dizer. Afinal, eu nem o conhecia e me senti tímida diante dele. – Não precisa ter medo de mim
- Mamãe diz para ter medo de estranhos.
- Mas eu não sou estranho, sou Justin Stone- Ele me estendeu a mãozinha arredondada.
Por um instante hesitei, mas, depois de vê-lo tão solícito, acabei cedendo e dei a mão para ele.
- Me chamo Elisabeth Marbrook, mas mamãe me chama de Lizzy- disse, fitando seu olhar. “

Ah gente, que livro, viu! Eu lia e a cada capítulo novo meus olhos se enchiam de lágrimas. A história é contada em vários tempos e a narrativa acontece da seguinte forma: Elisabeth, já idosa, nos conta história, enquanto relembra suas memórias com o marido que já muito adoentado pediu aos médicos para que ele pudesse passar seus últimos momentos de vida em casa, no aconchego de seu lar, em companhia de sua família.
A história tem uma narrativa bem previsível, mas isso não influenciou em nada a docilidade dos acontecimentos narrados. Para mim a maior mensagem que ele deixou foi que é necessário ter fé. Foi com Justin que Lizzy aprendeu o que essa palavra significava, e foi esse sentimento que a sustentou nos momentos mais difíceis que eles passaram.
Comprei esse livro na loja kindle há quase um ano, e desde então ele tava parado aqui. Um dia voltando da faculdade eu li a nota da autora e achei bem interessante, mas só peguei para ler agora e valeu MUITO a pena!

Vocês perceberam que eu tô numa vibe nacional agora? É o terceiro que eu leio em seguida e estou simplesmente amando conhecer o trabalho de nossos conterrâneos e valorizar a nossa literatura. E vocês, leem muito livro nacional? Conheciam o trabalho dessa autora?
Bom, por hoje é só! Bom finzinho de feriado e até semana que vem! Beijocas!



Editora Aleph, 2015, 408 páginas, SKOOB
“(...) A guerra deixa suas marcas, independente de sua duração: Naalol jamais esqueceria este dia.”

Antes de começar falar desse livro, tenho que dizer que minha admiração por Star Wars se deu recentemente, para ser mais especifica com o episódio VII – o Despertar da Força. Eu não conhecia nada sobre a história até assistir esse episódio e devorar os outros em seguida. A partir de então eu fico atrás de livros, HQs e desenhos sobre o universo, e essa é minha primeira experiência com um livro que aborda Star Wars. Dito isto, vamos começar.

Marcas da Guerra é um livro cânone – portanto, aceito pela Disney como história oficial – e conta a jornada de vários personagens. Jas Emari é uma caçadora de recompensa atrás de autoridades do Império Galáctico enquanto Norra Wexley é uma rebelde que há muito tempo deixou seu filho Temmin Wexley com a irmã para servir a Aliança Rebelde, além disso temos Sinjir, ex-imperial que só quer ficar na sua. O que todos eles têm em comum? Todos querem uma vida melhor, ou até mesmo uma galáxia melhor. Cada um luta com suas próprias armas.

“- Eu conheço a guerra – Mon Mothma diz. – Sei como é, sei o que a rodeia. Mas nunca ficarei confortável com ela. – Como alguns decerto ficam, ela pensa.”




Aparentemente muitas histórias diferentes fazem do livro um caos, mas a verdade é que essas pessoas vão se fechar em um ponto comum a todos. É bom lembrar também há trechos “soltos” que existem para mostrar outros lugares da galáxia, mas que não vão necessariamente se conectar com os personagens principais. Para mim, isso não foi nenhum problema, no entanto muitas pessoas reclamaram da mudança de perspectiva rápida, porque de fato isso é meio chato ás vezes, sobretudo quando a história está em um ponto alto, daí outro ponto de vista entra nesse ínterim.

Amei o fato de que o livro mostra de forma mais clara os dois lados da moeda, há pessoas que acreditam veementemente no Império Galáctico e outras na Nova República. Por isso, elas estão dispostas a dar suas vidas para defenderem aquilo que acreditam, outro ponto interessante é que podemos ver além de super heróis ou vilões, conseguimos sentir suas motivações, suas habilidades, e entender suas fraquezas.

“Você critica o lado sombrio como se fosse uma doutrina do mal, risível em sua malevolência. Mas eu não o confundo com mal. E não confundo o lado luminoso como sendo o resultado de benevolência.”

Nesse livro, encontrei personagens fortes não no sentido de serem invencíveis, pelo contrário, eles são fortes para mim porque conseguem superar as dificuldades em meio à guerra. Já falei sobre isso antes, mas não consigo encarar Star Wars apenas como uma história distópica, ao meu ver, ela diz muito sobre a sociedade em que vivemos hoje e o que queremos que ela se torne.




Enfim, esse livro me deu um gostinho de expansão. Tornou a história mais real porque não só Luke Skywalker ou Darth Vader participaram da Batalha de Endor (destruição da segunda Estrela da Morte), mas ver como o universo foi devastado e marcado por uma guerra pelo poder político, me convenceu ainda mais do potencial que há em Star Wars, sem contar que meu amor pela história dentro disso só aumentou.

Espero que vocês tenham gostado da resenha, que a força esteja com vocês, um beijo da Yana.






Charles R. Cross
 Editora Globo, 2016, 450 páginas. SKOOB
Se meus olhos mostrassem a minha alma, todos, ao me verem sorrir, chorariam comigo.
Mais Pesado Que O Céu é resultado de quatro anos de pesquisa, mais de quatrocentos entrevistas com familiares, amigos e conhecidos e acesso irrestrito às fotos, letras e diários mantidos pelo cantor Kurt Cobain

O jornalista Charles R. Cross, reconstruiu toda a tragetória do incônico vocalista do Nirvana, desde sua infância difícil, passando pela formação e o sucesso estrondoso da banda grunge até o seu trágico suicídio.

Charles R. Cross

Eu particularmente não sou uma apreciadora de biografias, no entando me arrisco a ler algumas de pessoas que admiro bastante ou sou uma grande fã. E a biografia de Kurt Cobain me surpreendeu mais do que eu poderia imaginar.

O livro conta detalhes de sua infância, de como a relação com seus pais era conturbada e o seu amor pela música, que foi descoberto desde cedo. Um dos pontos que mais me marcou sobre a realção de Kurt com a sua música foi o fato de ele ter pedido demissão do trabalho onde lava pratos, pois tinha medo de machucar a sua mão e nunca mais poder voltar a tocar guitarra.

Já para os amantes de uma teoria da conspiração que, assim como eu, acreditava que na verdade Kurt havia sido assassinado a mando de sua esposa e mão de sua filha, Courtney Love, essa leitura é um banho de água fria. Cross no mostra o estado depressivo e o fascínio que Cobain tinha pelo suicídio desde muito novo e também toda a cadeia de eventos que levaram o cantor a concretizar seus planos suicídas.

Charles R. Cross

Além disso, o livro conta como Kurt conheceu o baixista Krist Novoselic, o baterista Dave Grohl e outros músicos que passram pela banda antes da mesma alcançar o sucesso. Também ficamos sabendo da real motivação que levou à escolha do nome Nirvana e outras bandas que Kurt fundou e participou ao longo da sua caminhada para o sucesso.

O livro é extremamente detalhado em todas as suas fases, cheio de curiosidades sobre a vida pessoal e a carreira de Kurt. Além de desvendar vários significados das letras compostas pelo vocalista. Com certeza se trata de uma leitura obrigatória para todos os fãs de Nirvana!
Editora Qualis, 2016, 146 páginas, Skoob




Bebel é uma jovem professora que vive feliz em Goiânia com seu noivo Jhonson, o amor de sua vida. Certo dia ela acordou e viu uma faixa pendurada na frente de sua casa revelando que Johnson a traia, e isso não foi a pior descoberta, já que mais tarde ela descobriu que ele procurava aconchego não em uma, mas em várias mulheres.

“Eu poderia ter me interessado por qualquer outro homem de Brasília. Poderia ter me casado com um senador ou deputado. Melhor ainda, poderia ter virado freira e nunca ter conhecido aquele cachorro. Aliás, como é que posso chama-lo de cachorro? Cachorro é fiel ao dono e o Jhonson de fiel não tem nem à sombra. Se a sombra dele desse mole, ele também pegava. ”


Luiza (Luli) é uma contadora muito promissora que vive em Brasília, onde trabalha para a Comer Bem, empresa que trabalha com administração de restaurantes em todo país. Ela vê em um curso dado pela sede da empresa em São Paulo uma chance de se livrar das investidas de seu chefe que não se ligou que o lance dela era de uma noite e nada mais. Ela e Bebel se encontram em no voo com destino à Terra da Garoa depois de muito tempo sem se ver. 
Mal sabem elas que esse reencontro mudaria de uma vez por todas não só sua aparência, mas também suas vidas. Ao chegar na capital paulista elas se instalam em um flat, que Luiza conseguira emprestado com um amigo, localizado na rua Augusta, o centro da badalação. Toda animada com a nova oportunidade que a vida lhe dera, Luiza cai logo na noitada e leva junto Bebel, que estava mesmo precisando de uma animada, mas a noite não foi tão boa assim. Por ser adepta a um estilo ultra sexy, Luli é confundida com uma garota de programa. Duas vezes. NA MESMA NOITE!

"Nada mais me interessava naquela noite. Tudo o que eu queria era sumir, desaparecer do mapa, achar uma capa da invisibilidade do Harry Potter."

Isso foi a gota d’água! No dia seguinte as duas fizeram grandes mudanças de visual. Luiza queria um visual completamente diferente, então levantou cedo, comprou uma tinta preta para os cabelos e deu adeus às madeixas loiras e agora assumiu o cabelo moreno. Roupas novas, precisava de roupas novas. Queria passar uma imagem mais séria e no mundo corporativo ninguém daria a ela tanta credibilidade enquanto usava vestidos colados e decotados. Pediu Bebel ajuda e elas foram ao shopping fazer compras.

Receber uma ligação do (traste) do seu ex noivo foi a gota d’água para Bebel. Não o fato dele ter ligado, por que isso era o que ela queria, que ele ligasse arrependido pelo que fez e pedindo pra ela voltar para casa, mas sim o tema da conversa. Ele já estava de casamento marcado com a outra! Isso acabou com ela. O homem dos seus sonhos, depois de anos juntos, já estava de casamento marcado com outra DOIS DIAS DEPOIS DELES TEREM ROMPIDO! Ela queria ser uma nova mulher. Quando contou tudo o que ele falou para Luli, ela arrastou o salão de beleza e pagou aquela senhora transformação para a amiga. Agora Luiza era como Bebel e Bebel por sua vez era como Luiza.



Devo admitir que eu achei que esse livro não era pra mim. Comprei ele na Bienal de Minas em 2016 e desde então já peguei pra ler quatro vezes e não obtive sucesso. Mas dessa vez eu me obriguei a ler e amei! A escrita é fluida e a história é gostosa de ser lida, chegou a um momento que eu não conseguia parar de ler! O final me surpreendeu muito! A quinta tentativa de leitura não só deu certo como ouso a dizer que as pessoas que pensam em fazer uma mudança completa de estilo deviam ler. O livro tem alguns errinhos de digitação e em alguns momentos uma certa confusão de narrador (as vezes era Luiza narrando os fatos e ela utilizava o vocativo Luiza ao invés de Bebel), mas nada que interferisse no entendimento da história). 

Já leram esse livro ou algum outro das autoras? Me conta o que achou! Beijos de luz! Até semana que vem!


Olá meus maravilhosos!
Vim aqui contar pra vocês sobre o desafio literário que estamos propondo para esse ano. O intuito é sair da nossa zona de conforto literário e de quebra dar um premio pra vocês.

Como assim prêmio?

Isso mesmo! Quem quiser participar do nosso desafio concorre todo mês a um vale compras de R$25,00 em vale compras para comprar o livro que quiser!

E como eu participo?

É bastante simples! Olha só o passo a passo:
1. Se inscreva através desse formulário e siga as organizadoras no instagram;
2. Leia um livro durante o mês indicado de acordo com o gênero indicado;
3. Poste no instagram uma resenha ou um breve comentário sobre sua experiência de leitura com o livro do mês até o dia 03 do mês seguinte, e não se esqueça da hashtag #DesafioLiterárioMineiro2018 e de marcar os três organizadores;
4. No dia 04 faremos o sorteio entre os participantes que cumpriram as regras naquele mês.

Bem fácil não é? Queremos que todos participem, e temos um grupo no Whatsapp (se quiser entrar é só enviar uma mensagem pelo instagram mesmo). O mês de janeiro já foi, mas ainda dá tempo de participar com a gente no mês de fevereiro! Se tiver alguma dúvida, leia o regulamento abaixo e se sinta À vontade para perguntar!

Grande beijo,
Equipe Marshmallow com café


Regulamento:
1. Para que a participação seja contabilizada é obrigatória a inscrição no formulário com o link citado acima.
2. Apenas pessoas que possuem instagram (com o perfil público no dia do sorteio) podem participar. A foto deverá ser postada com a hashtag para ser contabilizada. Postar mais de uma foto sobre o gênero literário ou sobre o livro lido não dá chances extras.
3. O resultado do sorteio sairá no dia 04 no stories de um dos organizadores e a partir daí a pessoa tem 24h para entrar em contato conosco. Em até 5 dias úteis a pessoa recebrá o vale compras.
4. O vale compras é no valor de R$ 25,00 na livraria Saraiva On-line, não sendo substituível por outro valor, outro prêmio ou outra loja.

Patrick Ness
Editora Novo Conceito, 2016, 160 páginas. SKOOB
Histórias são criaturas selvagens - afirmou o monstro. - Quando você os solta, quem sabe o que podem causar?


Conor é uma criança de 13 anos, porém sua vida é bem diferente da dos seus colegas. 

Sua mãe está muito doente, seu pai se mudou para o outro lado do mundo e sua avó está longe de ser uma avó boazinha que demonstra amor pelo neto.

Com o estado de saúde da sua mãe se agravando, a avó de Conor resolve passar uma temporada na casa do menino para ajudar a colocar as coisas no lugar.

Além disso, Conor sofre bullying de Harry e seu grupo de amigos e acorda todas as noites assustado com um pesadelo que sempre se repete.

É nesse hora que Conor recebe a visita de um monstro, sempre às 00:07. O monstro conta diversas histórias para Conor, mas o que realmente assusta o garoto é o que o monstro quer: a verdade.

Às vezes as pessoas precisam mentir para si mesmas acima de tudo.

O livro é bem curtinho, com escrita leve, a leitura é fácil e pode ser feita em algumas horas. No entanto, ele tem muito mais conteúdo e nos leva a muito mais reflexões que vários livros grandes por aí.

Patrick Ness

O livro trata da dor e da raiva de estar perdendo alguém querido. Além de todos os transtornos que este fato pode gerar em diversos aspectos da nossa vida. E o mais importante, traz uma reflexão linda sobre a aceitação da verdade de se estar perdendo uma pessoa.

Apesar do tema complexo, acho que a leitura é super válida e deve ser feita em qualquer fase das nossas vidas, pois as reflexões são verdadeiramente marcantes e transformam nosso olhar sobre o mundo!

 Nem sempre há um mocinho. Nem sempre há um bandido. A maioria das pessoas ficam no meio-termo.

Editora HarperCollins, 2017, 254 páginas. SKOOB.

Nora Watts é especialista em detectar mentiras. Infelizmente, o talento dela é apenas detectá-las e não conta-las, por isso fica difícil esconder o choque e preocupação que sente quando um casal de arquitetos a chama para encontrar a filha que ela deu para adoção há 15 anos atrás. Ela sabe que uma adolescente com histórico de fugas de casa nunca será uma prioridade para a polícia. Depois de sua vida cheia de abusos e abandono, ela conhece bem a vida na rua e prefere intervir para que aquela garota não sofra o mesmo que ela. Quando a investigação começa, ela percebe que os responsáveis por aquele sumiço não a querem por perto, e há muito mais coisas por trás do que ela pode imaginar. 

Para conseguir encontrar Bonnie, a sua filha, Nora se mete em sérios apuros. Ela acaba indo parar bem longe de casa, arrisca perder seu emprego, sua sobriedade e em muitos momentos a sua vida. Como se não bastasse o que Bonnie representa para ela, Nora encontrará mais peças do seu passado, e além de difícil de compreender, esse processo será doloroso. Será que ao fim de tudo ela conseguirá salvar Bonnie? E isso valerá a pena?

“Ás vezes, sua maior força deve ficar em sigilo. Aprendi essa lição do pior jeito.”

A personagem principal me lembrou a Emma de Once Upon a Time, mas diferente dela, Nora não demonstra muitos sentimentos por Bonnie, sua “filha perdida”. Apesar de ser uma personagem bem construída e muito sofrida, é difícil ter empatia por ela. Acho que mesmo que o livro traga os acontecimentos que a tornaram a pessoa que ela é, os seus sentimentos são mostrados de forma muito pouco esclarecedora e é difícil se conectar com ela. O livro é devagar, apesar da leitura ser fluida, ele não te prende por muito tempo porque mesmo nas partes de ação você não consegue sentir adrenalina.

A escrita da autora é muito boa, e é uma pena que ela tenha escolhido esse enredo. A capa é maravilhosa, o livro tem um trabalho editorial maravilhoso e uma revisão impecável, mas os mistérios do enredo se enrolaram muito e os motivos e as pessoas por trás do crime não me convenceram, por isso fiquei decepcionada. De um lado ela buscava uma menina desaparecida aí apareceram umas empresas no meio e pesquisas científicas, mercado vermelho (o mercado negro para órgãos e tecidos humanos)... Foi tudo meio sem pé nem cabeça e no final eu fiquei tipo:

Imagem relacionada

Acho que se você é realmente fã desse gênero talvez valha a pena dar uma chance, além de ser um livro pequeno, o fato da escrita ser boa possibilita uma rápida leitura. Vocês já leram algum livro em que o enredo era assim também? 



“Um homem com o meu caráter e a minha reputação, riqueza e status seduziria qualquer mulher. Mas isso tudo jamais deve acontecer.”

Mr Darcy não é um duque, mas é neto de conde por parte de mãe. É um homem cujo status social e o tamanho de sua propriedade deu a ele o direito de escolher o vigário da paróquia, por isso ele é muito importante no Condado de Derbyshire. Tudo isso é conhecido pelos leitores apaixonados de Orgulho e Preconceito, em que acompanhamos a história de amor de Mr. Darcy e nossa querida Elizabeth Bennet.

O interessante dessa história é o fato de que esta é narrada em forma de diário pelo personagem masculino da história, e como boa parte de nós fãs ficamos com medo de ser decepcionadas por fanfics, eu resolvi tomar coragem para ler, descobri depois que é muito benquisto pela maioria dos fãs de Jane Austen. Na verdade,  é muito bom ver que Amanda Grange teve o cuidado de preencher os detalhes que não  conseguíamos ver porque a narrativa do livro de Jane Austen nos permite ver apenas o universo de Lizzie, dessa forma a autora atual teve liberdade de desenvolver a sua própria versão – felizmente – obedecendo a personalidade de Fitzwilliam Darcy que nós conhecemos tanto no livro quanto no filme.



Como em um diário, as datas são explicitadas assim como todos os eventos importantes para o personagem, e o que é mais legal dessa experiência para mim foi acompanhar não só os pensamentos do Mr. Darcy, mas também seu cotidiano, afinal quando eu lia Orgulho e Preconceito eu sempre imaginava onde estaria Darcy e o que ele estava fazendo com seu tempo.

“Lá, eu tinha a família dela constantemente diante de mim, lembrando-me do quão impossível seria uma união entre nós. Aqui, eu tenho apenas ela. Seu ânimo, sua vivacidade, seu bom humor, tudo me tentava a abandonar o autocontrole e a me declarar;”

As características dos demais personagens ficam extremamente evidenciadas nesse livro o que foi uma experiência engraçada e interessante de se ver, imagino que isso tenha sido possível graças ao detalhismo de Jane Austen em relação aos personagens que compuseram suas obras. Dessa forma, Amanda   explorou não apenas a vida de Darcy, mas também as opiniões de outros personagens como Georgiana, afinal pela forma como ela era se comportava e se sentia nos momentos de interação,por exemplo com Caroline Bingley, Mr. Hurst e Louisa Hurst, dava para entender o que ela pensa. Sem contar que conseguimos ter um vislumbre dos pontos de vista da Srta de Bourgh, Coronel Fitzwilliam e demais personagens. Outro ponto que me agradou foi a fidelidade da história de Amanda com o original, pois não houve a mudança repentina de personagens, assim Lidia e Mrs. Bennet são vistas com suas personalidades reforçadas e desenvolvidas ao longo da trama.



Li pelo Kindle Unlimited (acesso aos livros digitais por assinatura na Amazon geralmente custa R$ 20,00) e notei alguns errinhos que me incomodaram um pouco porque a partir de um momento as datas ficam as mesmas e não conseguimos acompanhar mais o tempo. Sem contar que senti muita falta da escrita da Jane Austen porque gosto daquele jeito dela de escrever, da formalidade da fala dos personagens, do discurso bem elaborado, o que não é o estilo desse livro para o alívio de alguns até porque é um diário, e Amanda Grange não tem que escrever como Jane Austen.Claro que nada disso onera a leitura, nem o prazer de voltar a história de Mr. Darcy e Elizabeth Bennet, por isso essa história ganhou meu coração.

Estou doida para ler os outros livros da autora que mostra os diários narrados pelos personagens masculinos que amamos dos livros da Jane Austen. O próximo que lerei vai ser O diário do Coronel Brandon de Razão e Sensibilidade (que inclusive tem resenha aqui no blog, clique aqui paraver)

E então? Você tem medo de ler livros assim ou daria uma chance? Deixa nos comentários para gente bater papo, um beijo da Yana